Apesar do jornal francês L' Est Republicain ter publicado a notícia e o jornalista que fez a matéria ter confirmado o assunto, por que ninguém acredita na morte de Osama Bin Laden?(Foto: TVI)
Apesar do jornal francês L' Est Republicain ter publicado a notícia e o jornalista que fez a matéria ter confirmado o assunto, por que ninguém acredita na morte de Osama Bin Laden?
O Brasil está prestes a eleger um grande senador. São raros os políticos do país que têm compromisso com a ética e uma visão coletiva voltada para o crescimento da nação. Um dessas exceções é Renato Casagrande, que atualmente é líder do PSB na Câmara dos Deputados. Casagrande foi o autor da lei responsável pelo fim do chamado "jeton", os vultosos pagamentos feitos aos parlamentares durante as convocações extraordinárias. Ele defende mudanças na Lei Penal brasileira e maior punição para políticos envolvidos em escândalos de corrupção. Propõe ainda uma política econômica menos conservadora, com juros menores, a desoneração de impostos para as micros e pequenas empresas, visando a criação de empregos, entre outras idéias desenvolvimentistas. No mar de lama da política ainda dá pra ter esperança.
Link: Alguma Coisa Assim
O Brasil tem características curiosas proporcionadas pela ampla colonização que envolve povos de vários continentes. Uma dessas particularidades é que apenas no país se fala o pomerano, dialeto de um povo germânico que vivia na antiga Pomerânia, território hoje pertencente à Polônia. Eles começaram a chegar em terras brasileiras em 1857, há quase 150 anos. Hoje fazem parte do imenso caldeirão cultural brasileiro e ainda preservaram suas tradições.
Afinal, o escândalo do dossiê é contra, a favor ou muito pelo contrário?
Manuel Chaparro, um grande estudioso do jornalismo diz que “é na fonte que o repórter colhe o relato, o testemunho, a opinião, os ais e uis com que compõe a narrativa do cotidiano, sua arte maior.”
Conforme prometido, divulgo abaixo mais alguns dados obtidos sobre a Globo para a dissertação de mestrado que estou concluindo. Analisei três meses de exibição do Jornal Nacional: agosto, setembro e outubro de 2005.
Faltando poucos dias para o fim da campanha eleitoral, uma notícia promete sacudir essa apática corrida pelo Palácio do Planalto. O Tribunal Superior Eleitoral descobriu que três ministros da Corte estavam com os telefones grampeados. Entre eles, o presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello.
Portugal ganhou hoje mais um importante jornal. É o semanário Sol, que nasce para concorrer com o tradicional Expresso. A primeira edição esgotou em duas horas. Foram colocados à venda 128 mil exemplares.
Link: Viva Volta
O jornalista da TV Globo, Willian Waack, protagonizou um dos episódios mais românticos da semana. Ele roubou a cena na cerimônia de entrega do prêmio Comunique-se. Ao ser premiado como o melhor
âncora da TV, Waack agradeceu com uma declaração de amor à jornalista Fabiana Scaranzi, também da Globo.
O jornal britânico The Independent, em parceria com o programa humanitário Red, que arrecada fundos para a luta contra a Aids na áfrica, convidou estilista Giorgio Armani (foto) para ser o diretor de arte da edição do dia 21 de setembro.
O jornalista Ricardo Kotscho (foto) acaba de lançar o livro “Do Golpe ao Planalto – Uma vida de Repórter”. A obra analisa as mudanças que aconteceram no jornalismo do Brasil desde o golpe militar de 1964 até o ano de 2002. Kotscho tem 40 anos de profissão, já trabalhou nas mais importantes redações do país e, durante dois anos, foi o coordenador da Secretaria de Imprensa e Divulgação do governo Lula. Em entrevista concedida ao jornal O Liberal, ao falar sobre as mudanças na imprensa brasileira o jornalista disse:
O jornal A Gazeta publica hoje, em reportagem de capa do caderno de turismo (foto), uma matéria que escrevi sobre o Marrocos. Como o acesso ao conteúdo online do jornal é exclusivo para assinantes, transcrevi a reportagem, sem as fotos, no Ponto de Análises Textos. A edição do caderno é da jornalista Rachel Martins.
Já pensou em criar seu próprio programa de rádio e publicá-lo na Internet? Ferramentas para isso não faltam. Você encontra online desde programas de edição gratuitos até sites que hospedam sua produção também sem cobrar nada. É preciso apenas um pouco de criatividade para criar um Podcast . O IDG Now explica passo a passo como fazer e indica os programas que você pode utilizar para montar seu "estúdio". Fica o alô!
Estou concluindo minha dissertação de mestrado que estuda o jornalismo internacional da Globo e a influência da tecnologia na cobertura feita no exterior. Alguns dados colhidos durante o estudo são impressionantes e mostram que a emissora, apesar dos constantes investimentos das concorrentes, continua praticamente hegemônica no Brasil. Ao longo dos próximos meses colocarei aqui no blog alguns resultados da investigação científica. Para o estudo analisei as reportagens internacionais exibidas durante 66 edições do Jornal Nacional veiculadas nos meses de agosto, setembro e outubro de 2005. Os dados ainda estão sendo compilados, mas deixo aqui alguns números que envolvem a emissora.
Link: As Coisas que Moram nas Coisas
A jovem austríaca Natascha Kampusch, que ficou oito anos sequestrada, resolveu dar declarações à imprensa. Com isso diz que espera se ver livre dos paparazzi. A assessoria de imprensa de uma das mais assediadas vítimas de sequestro da história negociou com três veículos austríacos: a TV estatal ORF, o jornal Kronen Zeitung e o semanário News. A comercialização dos direitos de transmissão das imagens para o exterior será revertida para Natascha. O valor é de aproximadamente 400 mil euros. A entrevista na TV foi veiculada ontem na Áustria e hoje chega ao resto do mundo. A reportagem da News também circula hoje (foto). Veja no site da agência Reuters algumas das declarações da jovem.
Os grandes anunciantes que dominam o mercado publicitário começam a ficar de olho nos blogs. A Wal Mart, maior rede varejista do mundo, saiu na frente e faz um bom trabalho de relações públicas com blogueiros, abastecendo-os com releases e informações exclusivas e até convidando alguns editores de blogs para visitar os escritórios da empresa. A estratégia foi tema de uma reportagem do The New York Times, que pode ser lida aqui.
É do sociólogo espanhol Manuel Castells (foto), a melhor definição do Brasil que já li. O texto está no livro "Entrevistas com Manuel Castells". Segundo ele:
As empresas de telefonia conseguiram na justiça o direito de participar do leilão de licenças para o serviço de Internet por banda larga sem fios no Brasil. A comissão de licitação da Anatel -Agência Nacional de Telecomunicações, recebe hoje os envelopes com as propostas.
A respeito da repercussão internacional do livro "Viagens com o presidente" - que expôs a visão de Lula em relação ao seus "companheiros" presidentes latino-americanos - cabe lembrar que a relação entre o Brasil e seus vizinhos não é apenas uma questão de simpatia, principalmente devido ao Mercosul. Cada país obviamente defende seus interesses e isso deve ser feito no campo diplomático. Classificar chefes de nações ofensivamente, como fez Lula, só desestabiliza o país pelo qual ele é responsável em administrar.
Paris continua linda, mas desta vez observei algo diferente no ar. Pude constatar que as coisas mudaram depois dos conflitos étnicos que marcaram a capital francesa este ano. As pessoas pareciam tristes, só que mais tolerantes.
Nos metrôs é mais fácil perceber que o país está miscigenado e precisa urgentemente aprender a conviver com a diferença. Obviamente nas estações perto das regiões turísticas há pessoas de todo mundo, mas nos bairros afastados vê-se uma imensa quantidade de latinos, portugueses, chineses e muçulmanos. Mesmo nos pequenos comércios distantes do centro, o frânces que se fala tem um forte sotaque.
Paris foi descortinada e sofre com isso. Às margens do Sena, com vista para a Torre Eiffel, dezenas de mendigos vivem em barracas ou literalmente debaixo da ponte (fotos). Cenas que até pouco tempo não faziam parte do imaginário francês, mas que existem. São vozes de um mundo novo no velho mundo. Paris já não é mais uma festa.
Mesmo morando há dois anos em Portugal ainda me surpreendo com as belezas do país. Os portugueses têm verdadeiros tesouros culturais e um imenso potencial turístico ainda pouco explorado. Além da culinária rica e muito saborosa, que varia de acordo com cada região, existem algumas peculiaridades que fascinam. Nas aldeias por exemplo, nesta época sente-se cheiro de uvas. São raras as casas onde não há uma parreira que dará o fruto para a produção do vinho da família, uma tradição que se mantém forte até hoje.
Em Póvoa do Varzim, uma bela cidade de praia, há uma biblioteca (foto) de frente para o mar, com um bom acervo de livros. A biblioteca oferece um espaço só para as crianças com obras infantis, acesso à Internet e disponibiliza revistas e jornais do dia. Está sempre cheia. É uma boa idéia que merece ser copiada.
Outra coisa interessante em Portugal nesta época do ano são os festivais culturais que acontecem em muitas cidades e não apenas em Lisboa e no Porto. Em Guimarães, por exemplo, no centro histórico, em meio às construções medievais, são exibidos filmes ao ar livre.
O verão em Portugal é marcado por festivais de música que duram vários dias. Os eventos geralmente acontecem em cidades do interior e disponibilizam áreas de camping, onde milhares de jovens montam suas barracas para curtir os dias de show. Mas com certeza nenhum desses festivais se iguala, em termos de integração e diversidade, ao Andanças - Festival Internacional de Danças Populares, que acontece em São Pedro do Sul, distrito de Viseu, no centro do país. A duração é de sete dias.
O lema do Andanças é a ecologia, a paz e a integração entre os povos por meio música. Na área do evento são montadas tendas enormes e, em cada uma delas, são ensinadas danças de um parte do mundo. Há danças tibetanas, irlandesas, africanas, ciganas, árabes, enfim, de diversas culturas. Os participantes aprendem os passos durante a tarde. À noite, nessas mesmas tendas, podem colocar em prática o que aprenderam, ouvindo um som típico de alguma região do planeta. Mas a música não se restringe às tentas. É comum encontrar em toda parte pessoas ou grupos tocando algum instrumento.
Além de ouvir muita música é possível comprar artesanatos, fazer uma massagem shiatsu, jogar capoeira ou buscar ajuda dos oráculos para saber o futuro. Há também diversas barracas onde se pode tomar uma cerveja com os amigos. Para os adeptos da filosofia macrobiótica existe um restaurante vegetariano.
A área do camping é gigantesca e dividida em dois setores, sendo um deles para as famílias. As atrações são para todas as idades. Existem oficinas exclusivas para as crianças. A garotada pode até mesmo aprender a tocar algum instrumento musical.
Uma das vertentes do festival é a defesa do meio ambiente. Todos os anos o tema é a diversidade e sempre há um sub-tema, que desta vez foram as borboletas. Como o festival acontece em uma região cercada por bosques, são as borboletas os habitantes nativos que no verão enfeitam ainda mais a paisagem, daí o motivo da escolha. Guias conhecedores da fauna e flora locais promovem passeios para que as pessoas possam conhecer a biodiversidade em percursos pela mata.
A coleta de lixo é seletiva e fazer fogo na área das barracas é proibido. Quem chega recebe um papel com instruções de como proceder em relação ao consumo de água, ao depósito do lixo, etc. Todos respeitam as regras.
Interrompo minhas férias pelo período de um post para dar uma notícia que deixa toda a equipe do Ponto de Análises orgulhosa: o colaborador do blog e jornalista do Estadão, Leonêncio Nossa, lança no próximo dia 26, pela editora Record, seu primeiro livro "Viagens com o Presidente: Dois repórteres no encalço de Lula do Planalto ao exterior", escrito em parceria com Eduardo Scolese.
Se o PC fez 25 anos, os da Dell provocaram processos na China. Computadores da empresa para o mercado chinês estariam deixando a desejar, informa o Globo Online. Usuários afirmam que processadores com qualidade inferior à anunciada foram vendidos. Pelo menos 19 pessoas já moveram ações contra a Dell desde julho. A empresa se desculpou pelos inconvenientes, segundo o jornal Daily China.
