AquarelaSinopse: Com trilha homônima de Toquinho, Vinicius, Morra e Fabrizio, o filme faz uma metáfora entre a vida, do nascimento à morte, e uma pintura de aquarela que, com o tempo, descolore.
Aquarela
A RTP, canal de TV público de Portugal, anunciou que vai ampliar a parceria com a TV Record para emitir telenovelas da emissora brasileira. A RTP acaba de veicular com grande sucesso a novela Escrava Isaura (foto). Esse é mais um passo da Record para se firmar em Portugal e travar sua guerra com a Globo.
A Comissão Europeia lançou o III Prêmio Europeu de Jornalismo "Pela diversidade. Contra a discriminação". Podem ser inscritos trabalhos feitos para jornais, revistas ou Internet sobre a "discriminação por motivos de origem étnica ou racial, religião ou credo, idade, deficiência e orientação sexual e promover a diversidade no emprego." Podem participar jornalistas de veículos ou instituições de qualquer um dos 25 países membros da UE. Os vencedores ganham uma viagem de estudos para qualquer um dos países participantes no valor total de 12 mil euros. Mais informações aqui.
Auditório lotado e um discurso forte, com idealismo e que demonstra a necessidade democrática na gestão de uma Universidade. Foi nesse clima a apresentação das propostas do candidato a reitor da Universidade do Minho, Moisés de Lemos Martins, que ocorreu na tarde desta quinta-feira. Uma citação de Alceu Amoroso Lima (1893-1983) em O Problema do Trabalho, resume a fala do catedrático e a mensagem que transmite em suas expectativas:
A Radiobrás abriu concurso público para contratar repórteres e técnicos em publicidade. O salário inicial é de R$ 1.490,00. A empresa estatal no entanto parece querer restringir o número de participantes pois, em plena era da Internet, só está aceitando inscrições feitas pessoalmente em um endereço localizado em BRASÍLIA! Muito democrático e nada segregador... Para os que estão na capital federal ou os que têm tempo e dinheiro para ir até lá fazer a inscrição, as informações estão no www.radiobras.gov.br. O prazo termina na sexta-feira.
"A mistificação dos blogs está envenenando o noticiário jornalístico com a propagação de comentários que são tratados como notícia verdadeira sem passarem pelos crivos de checagem das informações."
"Tudo sugere que '24 Horas', o projecto de um jornal gratuito descarregável e 'permanentemente actualizado' que El País hoje lança para todo o mundo, tem por horizonte um projecto mais vasto: preparar e posicionar o diário para a fase do pós-papel.Tem como referência 15 páginas A4 (sinal dos tempos: agora passa a ser mais frequente haver números ímpares nos totais de páginas e, mesmo no caso caso dos pares, não necessariemente múltiplos de quatro). A ideia é que passemos a ter um jornal que possamos imprimir em casa ou no escritório, "gratuito", mas em que os encargos com papel corram por nossa conta. A acompanhar."
Sandra Manuel, da Universidade Eduardo Mondlane, de Moçambique, falou sobre a AIDS na mídia do país. O estudo faz parte de um projeto que envolve oito países africanos e será utilizado futuramente em ações de prevenção e conscientização sobre a doença. Segundo Sandra, em Moçambique cerca de 500 pessoas são contaminadas pelo vírus HIV diariamente, no entanto a mídia fala pouco sobre o tema. Ela analisou durante um mês quatro jornais, quatro rádios e a TV pública e concluiu que as poucas informações sobre a Aids que são veiculadas ficam no institucional, ou seja, nas ações que partem do governo e entidades, como acordos etc. O discurso prega ainda o fim da vida e não uma mensagem de esperança e também é carregado de preconceitos, principalmente contra as mulheres prostitutas que, para a mídia moçambicana, "contamimam" os homens.
Silvana Mota-Ribeiro apresentou um estudo feito em parceria com Zara Pinto-Coelho sobre as imagens publicitárias de mulheres. Elas analisaram como é a representação do feminino e da relação homem-mulher nas revistas. Como metodologia foram feitas entrevistas às leitoras. As investigadoras constataram que a maioria delas têm consciência que as imagens publicitárias presentes nas publicações são de natureza artificial e construída, no entanto essas mesmas leitoras demonstraram que deixam-se seduzir pela propaganda, que desperta nelas o interesse pelo consumo do que é oferecido. Outra observação é que a maioria das leitoras são politicamente acríticas e distanciadas do que pregam os movimentos feministas. As duas investigadoras são da Universidade do Minho.
Beth Saad, da USP, pesquisou as formas narrativas encontradas nos portais do Grupo Estado, Folha da Manhã, Organizações Globo e Editora Globo. Entre os aspectos observados no estudo estão linguagem, estética, organização da informação, o comportamento do usuário e as estratégias da atividade no meio digital. Para isso a professora utilizou dois pilares: a convergência midiática e a operação digital. Beth Saad concluiu que há um ambiente altamente variável, não existindo um padrão ainda definido de eficiência. Para a investigadora o caminho a ser seguido deve passar pela oferta de conteúdos que satisfaçam diferentes necessidades, levando em conta a disponibilidade de tempo dos usuários.
Joaquim Fidalgo, da Universidade do Minho, falou sobre "A valorização teórica do saber prático". Ele partiu da observação da construção de uma identidade profissional do jornalismo que levou a uma adversidade entre a teoria e a prática da profissão. O professor acredita que é possível haver uma conexão entre as duas coisas, que resultaria em uma maior consciência por parte dos jornalistas sobre o fazer notícia. Seria a transição de uma racionalidade técnica para uma análise prática.
Júlio Freire Lobo, da Universidade Federal do Amazonas, apresentou a comunicação "História e ficção na TV". Ele observou as minisséries brasileiras que, segundo afirmou, se baseiam em um modelo Inglês que busca inspirações na literatura e em acontecimentos históricos. O professor analisou que no Brasil sempre houve uma conecção entre as minisséries televisivas e fatos da atualidade. Ele citou por exemplo a minissérie "Anos Rebeldes", que mostrava uma história de resistência e mobilização contra a ditaduta militar e foi ao ar na época em que se discutia o impeachment do presidente Fernando Collor. Júlio Lobo observou ainda que em JK - a última produção desse tipo veiculada pela Globo - o debate político ficou em segundo plano enquanto a maior ênfase foi dada à vida pessoal de Juscelino Kubitschek. Ele questiona se esse fato não seria um reflexo do esvaziamento dos debates políticos nos dias atuais.
Minha comunicação foi sobre "O Jornalismo internacional da TV Globo e as assimetrias de fluxo". O estudo analisa a formação e a trajetória da emissora observando que ela rompeu o fluxo de comunicações criticado pela Unesco na década de 80. Na época a organização publicou um relatório onde dizia que o Hemisfério Sul, mais pobre, era profundamente influenciado pela comunicação feita no Hemisfério Norte. No entanto a Globo fazia um caminho inverso e já veiculava telenovelas para todos os continentes e mantinha uma rede de correspondentes internacionais em diversos países, ficando menos subordinada às agências internacionais de notícia. Essa lógica permanece e está sendo ampliada com as novas possibilidades tecnológicas.
Sandra Mraz, da PUC-SP, falou sobre "Documentário na TV: verdade e tragédia". Ela observou que os documentários tentam mostrar um conceito de verdade, no entanto o formato implica questões que prevêem a construção de uma afirmativa que revela apenas uma proximidade e não a realidade. A representação do trágico seria então mostrada como um marco divisor na linha dos acontecimentos.
Felisbela Lopes, da Universidade do Minho, falou sobre os Caminhos da informação televisiva nos canais generalistas portugueses. Destacou a redução do espaço informativo e o aumento do tempo de antena de programas de entretenimento. Analisou ainda a influência do Big Brother e outros reality shows nos noticiários. O estudo da investigadora abrange 10 anos da televisão em Portugal, a partir da entrada dos canais privados no país. Mais informações sobre o tema no Ponto de Análises Entrevistas.
Carmen Ciller Tenreiro, da Universidade Carlos III de Madrid, falou da TV Galícia, analisando o que mudou na programação no canal nos últimos 20 anos. Uma das principais mudanças aconteceu em 1999, quando a legislação passou a considerar o audiovisual como um setor econômico estratégico para a Galícia. A partir daí os programas norte-americanos deixaram de ser exibidos. Hoje a TV Galícia veicula oito séries de ficção galegas e também documentários e animações referentes à região.


A professora Cecília Peruzzo, da UMESP, falou sobre Webrádio comunitária. Ela selecionou 18 estações. Dessas apenas quatro operavam exclusivamente na web. Além disso a maioria das rádios não utiliza os recursos de interatividade que a Internet possibilita. Em geral apenas o email é disponibilizado para que o ouvinte possa entrar em contato com a produção. Cecília concluiu que as rádios comunitárias estão na rede apenas para aumentar a visibilidade pública e não como forma de ampliar a comunicação online, no entanto ela destacou que com a Web essas rádios conseguem um alcance que não podem obter pelo meio tradicional de difusão, que permite poucos quilômetros de alcace.
César Bolaño, da UFS, falou sobre o tema "Jornalismo Online: reflexões a partir da economia política da comunicação". Analisou questões como a fusão das redações para o trabalho jornalístico na Internet. Traçou as diferenças entre o antigo jornalismo editorial e o novo jornalismo online. Avaliou a utilização das tecnologias digitais por parte dos profissionais da imprensa, sendo elas ítens obrigatórios que se tornaram ferramentas de trabalho, causando mudanças na forma de se fazer notícia. O trabalho teve como base as questões econônicas que, segundo ele, não podem deixar de ser levadas em conta nos estudos sobre a comunicação.
O tema foi apresentado pelo professor da Universidade Federal da Bahia, André Lemos. O pesquisador expôs que o território físico interage e convive ao mesmo tempo com o território virtual, livre de fronteiras e, portanto, desterritorializado. Lemos citou o exemplo de um iraniano que teve a entrada negada nos Estados Unidos no momento em que a polícia norte-americana encontrou, por meio de instrumento de busca online, o blog que ele mantinha na Web, onde havia críticas ao país. Isso seria um exemplo de que o território virtual é um instrumento de controle do território físico. Outro exemplo foi a telefonia celular que permite às operadoras saberem onde o usuário está. O mundo hoje seria de livre circulação de quase tudo, menos de pessoas, e as cidades tendem a se tornarem máquinas de comunicar, por meio da interação do mundo real com o virtual. Foi uma das primeiras comunicações do dia em Santiago.
Na abertura do Lusocom 2006 José Marques de Melo apresentou uma palestra sobre a folkcomunição na Internet brasileira. O investigador analisou as ocorrências sobre o tema encontradas no Google. Marques de Melo encontrou como principais representações em número de ocorrências a tatuagem, entre outras como os amuletos, literatura de cordel, o funk carioca e o rap paulista. O estudioso concluiu que a vanguarda da folkcomunicação na Internet no Brasil é formada por aculturados, influenciados por culturas como a norte-americana, mas com elementos tipicamente "abrasileirados". Além disso Melo observou que a produção é voltada principalmente para a demanda da juventude.
Embarco hoje para Santiago de Compostela, na Espanha, para participar do Lusocom 2006. É um congresso internacional onde serão apresentados estudos sobre a mídia de todo o mundo lusófono. O evento acontece na sexta e no sábado, portanto, nos próximos dias o Ponto de Análises será atualizado diretamente da Galícia.
Hoje é comemorado em todos os países americanos o Dia do índio. A data foi estabelecida em 1940 em um congresso interamericano, realizado no México.
Há uma certa lógica que explica o fato do difamador Diogo Mainardi escrever para a revista Veja. Essa lógica passa pela questão da credibilidade. Em sua última coluna o polêmico jornalista (?) criticou alguns dos alicerces da imprensa brasileira como Franklin Martins (foto), da Globo, Eliane Cantanhêde, da Folha de S. Paulo, e Helena Chagas, de O Globo. Disse que esses profissionais manteriam relações promíscuas com o poder político. Franklin Martins respondeu às acusações em um artigo publicado no Observatório da Imprensa e disse que vai acionar Mainardi judicialmente.
O fato aqui narrado acontece em Nova Iorque, mais precisamente no Brooklin. Moradores do local decidiram protestar contra a construção de um megaprojeto imobiliário chamado Atlantic Yards. A novidade é que os cidadãos utilizam blogs para tentar impedir a obra. O alarde online foi tanto que chegou às páginas do The New York Times. Em reportagem do jornal o porta-voz do projeto disse que a empresa responsável pela construção está atenta aos blogs mas afirmou que muitas vezes há um sentimento de auto-importância e raiva por parte dos blogueiros.
Amassa que elas gostam
Recebi, aceitei e agradeço o convite do professor Manuel Pinto (foto), da Universidade do Minho, para que eu integrasse a equipe de colaboradores do blog Jornalismo e Comunicação. É um veículo de muita credibilidade, lido por pessoas que constróem o universo jornalístico de Portugal e feito por profissionais que admiro. Espero contribuir da melhor forma.
Assisti ontem ao primeiro capítulo da série norte-americana "Sra. Presidente", que em Portugal está sendo transmitida pela SIC. Fiquei impressionado pelo fato de um produto tão lesivo ao sentimento nacionalista de um país que não seja os Estados Unidos ser programado por uma emissora de TV européia. A série idolatra, obviamente, os EUA e sugere que os norte-americanos são imprescindíveis para "manter a ordem mundial". Além disso, em apenas 45 minutos, houve cenas de desrespeito aos muçulmanos com críticas às tradições da religião e imagens que mostravam uma África mais que estereotipada. Houve ainda um diálogo entre a personagem principal, interpretada por Geena Davis (foto), e um parlamentar no momento em que os dois anseavam por ocupar a cadeira de presidente. O parlamentar disse: "Eu sei porque você quer ser presidente dos Estados Unidos. É para poder controlar o universo".
A sentença partiu do Tribunal de Justiça de São Paulo. A jornalista Bárbara Gancia foi condenada a pagar R$ 50 mil a Paulo Maluf (foto) por danos morais. O motivo é que ela publicou uma nota sobre um processo de negação de paternidade movido pelo ex-prefeito de São Paulo em 1999. Maluf tinha sido apontado como o suposto pai de uma criança cuja mãe é neta de um ex-cabo eleitoral dele. Na ação contra a jornalista o político alegou que a matéria o acusava de adultério, ofendendo sua honra. Ela pode recorrer. (Foto: Terra)
Notícia publicada no site da BBC: "A banda Planet Funk (foto), formada por italianos e britânicos, lançará sua nova música Stop Me apenas para celulares. O marketing se assemelha ao realizado com a música Crazy, da Gnarls Barkley, que apenas com venda online atingiu o topo das paradas inglesas. Usuários ingleses de celulares de nova geração serão capazes de baixar a faixa por aproximadamente US$ 1,73 através das redes da operadora 3."
Está em discussão desde o início da Manhã, na Universidade do Minho, em Braga, a nova Entidade Reguladora da Comunicação Social de Portugal. A ERC está em funcionamento há aproximadamente dois meses e prevê, entre diversas outras coisas, o controle da concentração midiática. A conferência foi organizada pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da UMinho. Um dos palestrantes foi o ministro da área das comunicações, Augusto Santos Silva. A cobertura completa - e multimídia - estará no ar nesta terça-feira.
Alma em Chamas

O crescimento da audiência dos jornais online foi um dos principais temas discutidos na convenção anual da Newspaper Association of America, realizada esta semana em Chicago. Durante o evento foi apresentado um estudo preocupante para os impressos: um em cada três usuários da Internet nos Estados Unidos visita pelo menos um jornal virtual por mês e a tendência é que esse índice cresça rapidamente. Já a circulação dos jornais impressos no país caiu 2,6% entre março e setembro do ao passado, enquanto as visitas às versões online dessas mesmas publicações aumentou 21% em 2005. Sobre o assunto leia reportagem do Washington Post intitulada For Future Readers, Papers Should Look Online.
A Air France anunciou que a partir 2007 vai oferecer cobertura para telefonia móvel e Internet durante vôos dentro do território europeu e para o norte da África. A tecnologia a ser utilizada não apresenta interferências que poderiam colocar em risco os vôos. O usuário utilizará uma rede de comunicação criada na própria aeronave.

Gosto muito de Portugal. É um país acolhedor que hoje considero minha segunda pátria. No entanto a cada dia tenho mais certeza que a burocracia brasileira chegou ao país nas caravelas de Cabral. Hoje, ao detectar que não estava conseguindo conectar à Internet, mandei um email de outro PC ao meu provedor solicitando informações. Dei meu nome completo e telefone, já que por meio do número eles acessam os dados da minha conta. Passadas 4 horas (!) recebo uma resposta da NetCabo nos seuintes termos:
Até o final do ano cada cidadão da Holanda terá na Internet uma página pessoal onde acessará suas informações em instituições públicas do país. O site vai disponibilizar dados sobre seguridade social, impostos e ainda lembrará ao usuário quando ele precisar renovar documentos. Por meio da página os cidadãos poderão também preencher e enviar formulários sem a necessidade de sair de casa. Se vivesse nos dias de hoje Van Gogh teria pintado um computador em seu quarto...