quarta-feira, dezembro 20, 2006

O jornalista da Globo, o crime e os atraentes holofotes da mídia

O caso do jornalista Messias Xavier, da TV Globo, acusado de passar informações aos bandidos sobre ações da Polícia Federal, põe em causa outras questões, que vão além da total falta de ética de um profissional da mídia: pode a imprensa ter informações privilegiadas sobre operações "surpresa" das polícias? Os policiais querem realmente flagrar ações criminosas ou buscam os holofotes?

Em tempo: A Globo, depois de dizer que apenas se pronunciaria sobre o caso de Messias Xavier quando terminassem as investigações, decidiu demitir o jornalista após a divulgação de gravações telefônicas que o deixam em situação muitíssimo complicada. A Globo demonstrou ser uma emissora que faz um jornalismo sério ao cortar na própria carne e não ocultar os fatos deste lamentável episódio.

Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, escreveu um interessante artigo sobre o assunto onde, inclusive, transcreve a cobertura da Globo. Leia aqui.

2 comentários:

The human who sold the world disse...

"faz um jornalismo sério ao cortar na própria carne "
Hummmmm, será? Eu ainda tenho minhas dúvidas.

Sergio Denicoli disse...

Acredito que isso é sim um sinal de maturidade profissional. Mostrar uma imparcialidade e um distanciamento que, como jornalista, sei que é uma coisa rara. Obviamente a Globo tem seus problemas, no entanto, por que não ressaltar quando há uma iniciativa positiva?

Abç