sábado, março 31, 2007

Curta o curta: Mentira

Em homemangem ao dia da mentira, comemorado em 1º de abril, o curta desta semana é sobre uma falácia que pode ser mais segura que a verdade. O filme é inspirado nos escritos sobre o amor, feitos por Luis Fernando Veríssimo. A direção é de Flávia Moraes. Aproveite o fim de semana!

Link: Mentira

Sinopse: Um marido pacato e fiel percebe que uma mentira cabeluda pode ser mais segura que a verdade inocente. Baseado num conto de Luis Fernando Verissimo.

quinta-feira, março 29, 2007

"A Roda Burra do Jornalismo"

Sempre que estou com estudantes de comunicação, costumo dizer:

"O mundo é feito por pessoas e para pessoas. Portanto, é preciso trabalhar o jornalismo com paixão, é preciso haver envolvimento entre nós e aquela reportagem na qual estamos engajados. Um jornalista jamais pode ser arrogante. Ele deve conversar em tom de igualdade com todas as pessoas - do mais rico ao mais pobre, do mais letrado ao analfabeto - e descobrir os tesouros que vão se transformar em grandes reportagens. É preciso humanizar o trabalho."

Nós, jornalistas, estamos sempre muito ocupados com nossas fontes "importantes", nosso "poder" ilusório e, por isso, muitos acabam por "emburrecer" dentro das redações.

Estava justamente pensando sobre isso quando me deparei hoje com um texto do jornalista José Paulo Lanyi, publicado no site Comunique-se, que foi ao encontro de muitas coisas que eu penso e procuro dizer. Em um artigo extremamente humamo, que Lanyi intitulou "A Roda Burra do Jornalismo", ele diz:

"Todos nós estamos ficando tecnicamente assépticos– ou, se preferir, assepticamente técnicos. Na melhor das hipóteses, manjamos muito da nossa profissão e nada da vida; na pior (que também é a mediana), não manjamos nada da profissão e afetamos saber muito mais do que sabemos da vida (dos outros). "

E muitos ainda questionam se o jornalismo tradicional vai acabar por conta das novas mídias, da Internet, da convergência. Se olharmos mais de perto e mais atentos vamos perceber o óbvio: aquele velho e bom jornalismo já morreu. E nós que o matamos.

quarta-feira, março 28, 2007

Bill Kovach e os "Elementos do Jornalismo"

Bill Kovach, um dos mais conhecidos e respeitados jornalistas dos Estados Unidos, proferiu uma palestra hoje durante as Jornadas de Comunicação da Uminho. É um grande jornalista, de uma geração idealista de profissionais "puro sangue" que, infelizmente, está em extinção.

Suas considerações estão expostas no site Jornalismo e Comunicação. São anotações feitas pelo professor Luís Santos, durante a conferência.

Bill Kovach escreveu, em parceria com Tom Rosenstiel, o livro "Os elementos do jornalismo", onde destaca algumas questões que seriam essenciais para o exercício do jornalismo. São elas:

1 - A primeira obrigação do jornalismo é para com a verdade.
2- O jornalismo deve manter-se leal, acima de tudo, aos cidadãos.
3- A sua essência assenta numa disciplina de verificação.
4- Aqueles que o exercem devem manter a sua independência em relação às pessoas que cobrem.
5- Deve servir como um controle independente do poder.
6- Deve servir de fórum para a crítica e compromisso públicos.
7- Deve lutar para tornar relevante e interessante aquilo que é significativo.
8- Deve garantir notícias abrangentes e proporcionadas.
9- Aqueles que o exercem devem ser livres de seguir a sua própria consciência.

A foto é de Victor Ferreira que, em seu blog "Prometeu", fez também uma ótima cobertura das Jornadas.

terça-feira, março 27, 2007

Questões: O jornalismo do futuro

As palestras do primeiro dia das Jornadas de Comunicação da Universidade do Minho suscitaram algumas inquietações sobre o futuro do jornalismo. Saí do auditório com algumas dúvidas, as quais relato a seguir:

O jornalista do futuro deve ser polivalente ou especializado?

Os comentários deixados por Internautas nos sites de jornais e demais meios devem ser mediados e editados? Quando isso ocorre não seria censura?

Fala-se em falha ética, quando remete-se ao jornalismo cidadão, feito por pessoas comuns. De que ética estamos falando? Os grandes grupos que pasteurizam as informações, como as agências, têm valores-notícia questionáveis e maniqueístas. Há ou houve alguma vez um jornalismo realmente ético?

Ocorreu também uma intervenção muito apropriada feita pelo professor Manuel Pinto, que mediava um dos debates. Na mesa estavam profissionais do meio impresso, de rádio e da televisão. O professor observou que cada um desses profissionais falou também de outras áreas e suportes que já abrangem seus respectivos meios, como Internet e telefones móveis, numa clara alusão às convergências.

As jornadas continuam nesta quarta-feira.

Publicidade na telefonia móvel

O Yahoo anunciou esta semana um serviço de veiculação de publicidade para plataformas móveis. A empresa vai oferecer uma ferramenta que permite adaptar os anúncios para que eles sejam exibidos sempre que o usuário utilizar o serviço de buscas do Yahoo em celulares (telemóveis).

Esses anúncios serão veiculados tanto nos serviços de TV via telefone celular, quando nos acessos à Internet nos aparelhos de telefonia móvel.

A novidade começa a funcionar no segundo trimestre do ano. A estratégia do Yahoo é evitar que a liderança do Google nos PCs seja ampliada também no mercado de buscas móveis. Mas, certamente, o Google dará sua contrapartida.

O mercado de anúncios móveis deve atingir 1,5 bilhão de dólares e chegar a 11 bilhões em 2010.

Outras informações em http://mobile.yahoo.com/business
(Foto: universohq)

segunda-feira, março 26, 2007

Jornadas de Comunicação na Universidade do Minho

O GACSUM -Grupo de Alunos de Comunicação Social da Universidade do Minho, promove, nesta terça e quarta, no campus de Braga, as Jornadas de Comunicação Social. O tema do evento é: "Os Novos Media - uma Babel às costas".

Programação:

Dia 27 de Março (terça-feira)

9h00 - Sessão de Abertura.
Moisés Martins, Felisbela Lopes, Hugo Torres

10h30 - Reputações virtuais?
Júlia Costa, Jorge Sousa, Paulo Brandão, Vasco Ribeiro. Moderadora: Helena Sousa.

14h00 - Futuro sem intermediários?
José Alberto Carvalho, Pedro Leal, António Granado, Paulo Ferreira. Moderador: Manuel Pinto.

17h30 - Lançamento dos livros ‘Comunicação e Lusofonia - Para uma Abordagem Crítica da Cultura e dos Media’ , coordenado por Moisés Martins, Helena Sousa e Rosa Cabecinhas e ‘Marcas e Identidades’, de Teresa Ruão. Apresentação: Moisés Martins.


Dia 28 de Março (quarta-feira)

9h30 - Imagem dispensa palavra?
Teresa Cruz, Luís Carmelo, Anabela Gradim. Moderador: Moisés Martins.

11h30 - Conferência de Bill Kovach.
Apresentador: Joaquim Fidalgo, em colaboração com o Clube dos Jornalistas

14h30 - Consumidor criador?
Pedro Pacheco, Maria João Vasconcelos, Augusto Fraga. Moderadora: Sara Balonas

16h30 - Vídeo assalta película?
Augusto Fraga, Rodrigo Areias, Vânia Gonçalves, João Rei Lima. Moderador: Branco da Cunha.

Salazar e Cunhal: na televisão, uma mostra do crescimento de idéias anti-democráticas

Um programa da RTP - emissora pública de Portugal, chamado "Os Grandes Portugueses" escolheu, por meio do voto popular, a principal figura histórica de Portugal. Estavam no páreo nomes como Vasco da Gama, Fernando Pessoa, Marquês de Pombal, Camões, etc. Tal programa foi motivo de debates por todo país, durante vários meses.

Surpreendentemente, o mais votado foi o ditador António de Oliveira Salazar (foto) que obteve 41% dos votos. Durante quase meio século, a partir de 1932, Salazar esteve à frente do país por meio de um governo totalitário, baseado na "moral católica" e no surto colonialista. Uma ditadura que atrasou o desenvolvimento da nação, pois, como todo governo anti-liberal, não tinha interesse em investir na educação e formação intelectual da população. Foi com Salazar que, no fim dos anos 60, Portugal se tornou um dos países com um rendimento per capita mais baixo da Europa. No período do salazarismo quase dois milhões de pessoas emigraram das zonas rurais devido à miséria que se encontravam. A maioria foi viver na França, mas muitos foram para o Brasil, Venezuela, etc.

Em segundo lugar no concurso da RTP ficou Álvaro Cunhal, com 19% dos votos. Cunhal foi uma das mais fortes vozes do comunismo português. Foi perseguido pelo salazarismo e passou quase 12 anos preso. Ele encarnava o antagonista do Estado Novo.

É difícil para um estrangeiro entender a lógica de funcionamento de uma sociedade que pouco conhece. O que posso perceber, estando em Portugal há quase 3 anos, é que a democracia está desacreditada e o resultado disso fica explícito em algumas manifestações, como no caso desse concurso de uma televisão, criticado por historiadores pela sua fraca credibilidade.

Nota-se que há uma tendência popular para exaltar idéias totalitárias, de direita ou esquerda.

Em algumas cidades portuguesas, os políticos governam há mais de 30 anos, mesmo que sejam eleitos por voto direto. São reeleitos sucessivamente.

O país também realizou um plebiscito sobre a questão do aborto, que dominou a agenda midiática por meses e meses, mas não teve validade porque o número de pessoas que foi votar foi extremamente baixo.

Seja na Europa, ou na América, as idéias radicais, conservadoras ou de esquerda (se é que há diferença entre as duas) estão indo ao encontro dos anseios de uma sociedade que ainda não conseguiu entender o sistema político democrático.

É mesmo uma questão preocupante, pois, como disse Winston Churchill, em 1947:

"A democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos"

sexta-feira, março 23, 2007

Curta às sextas: A pessoa é para o que nasce

O filme de hoje foi considerado um dos melhores curtas brasileiros dos últimos tempos. Narra a história de três cegas que cantam o folclore, o amor, o abandono, a cegueira e a lucidez. É um documentário dirigido por Roberto Berliner, que mostra a vida de Conceição, Maria e Regina.


Sinopse: A vertigem da visão. A ausência que provoca excesso. O compromisso com a sobrevivência. A experiência da vida através da falta. Três irmãs cegas cantam em troca de esmola no nordeste brasileito, na cidade de Campina Grande, Paraíba.
Atenção: Ao abrir a janela onde passa o curta, basta clicar duas vezes na imagem para assistir o filme em tela inteira.

Ministério Rede Globo

Uma informação que tem passada despercebida pelos jornais brasileiros é o número de ex-profissionais da Rede Globo que foram convidados pelo presidente Lula para assumir um ministério.


Hélio Costa foi repórter da TV Globo e ajudou a implementar o escritório da emissora em Nova Iorque, onde foi correspondente. Hoje é o Ministro das Comunicações.


Marta Suplicy fazia parte do programa TV Mulher (foto), exibido nos anos 80. Após ampla censura imposta pela ditadura, a liberdade de imprensa permitiu que ela, que é psicóloga, pudesse apresentar um quadro sobre sexualidade. Marta será empossada Ministra do Turismo.


E agora Franklin Martins, que foi editor da Globo em Brasília e comentarista político na emissora, aceitou assumir o Ministério da Imprensa.

quinta-feira, março 22, 2007

Estatísticas sobre a Internet no Brasil e nos EUA

Pesquisa do Instituto Ibope, divulgada hoje, revela que 32,9 milhões de brasileiros têm acesso à Internet. O universo da pesquisa leva em consideração apenas pessoas com mais de 16 anos. O Brasil continua a ser o país com maior tempo médio de navegação mensal: 19 horas e sete minutos.

Já o site norte-americano eMarketer divulgou que, nos Estados Unidos, notícias e música são os assuntos que mais interessam aos internautas. 48,6% dos pesquisados vêem clipes de noticias e 47,4% assistem a clipes de musica. Na seqüência, aparecem no ranking os trailers de filmes (32,6%), programas de TV (25,7%), videos postados por usuarios (20,5%), filmes (19,9%) e clipes de esportes (11,2%). Ainda de acordo com o estudo, os usuarios com idade acima de 35 tendem mais a ver clipes de noticias e de esportes. Os que tem entre 18 e 34 têm mais interesse por videos de musica e programas de TV.
(Imagem: Agnix.org)

quarta-feira, março 21, 2007

Universidade alia ensino de comunicação ao de empreendedorismo

O Curso de Comunicacação Social da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) implementou uma nova disciplina: Estudos de mercado e gestão de empreendimentos, projetos e produtos de comunicação, ministrada pelo professor Dr. José Antônio Martinuzzo.

Aliando teoria e prática, o objetivo da disciplina, segundo consta no programa elaborado pelo professor, é:

"Fazer com que o aluno tenha conhecimento global acerca do sistema capitalista e empresarial contemporâneo, assim como da empresa de comunicação, seu funcionamento e seu papel de vida socioeconômica atual. Apresentar cognição a constituição de novos empreendimentos, produtos e mercados de comunicação",

A cadeira vai ao encontro da configuração do mercado de comunicação, em que os meios tradicionais convivem com o crescimento e a solidez de empresas.

'Queridinho'

O senador Renato Casagrande (PSB-ES) é o mais novo "chamego" dos jornalistas que cobrem política em Brasília. Secretário-geral do PSB, ele é tido entre os coleguinhas como “fonte quente” no Planalto Central. Em tempo: outro capixaba também já ocupou esse posto. O governador Paulo Hartung (PMDB-ES) até hoje é lembrado na capital federal como um senador que era bom de papo com a imprensa nacional.

Conselho

Dia desses, o novo ministro da Justiça, Tarso Genro, cumprimentava um colega pelo nascimento de sua filha. Entre um tapinha e outro nas costas, foi logo recomendando: "Aproveita essa fase bastante. Porque depois elas crescem e vão para o P-SOL..."

Conselho II

Tarso Genro é pai da deputada federal Luciana Genro (P-SOL-RS). Além de ser co-fundadora do partido, ela é uma das oposicionistas radicais que mais bate no governo do qual ele faz parte. É... o ministro deve saber o que está dizendo.

'Ponto G'

Lembra que o presidente Lula disse que os Estados Unidos e o Brasil precisavam encontrar o "ponto G" nas negociações comerciais? Pois o comentário - maldoso - que circula no Palácio do Planalto é o de que com a sexóloga Marta Suplicy no governo, agora os diálogos bilaterais têm tudo para deslanchar!

terça-feira, março 20, 2007

Quem consome arte hoje?

Li, por indicação do colega jornalista Rafael Paes Henriques, uma entrevista de um dos mais conhecidos especialistas mundiais em marketing das artes e da cultura: François Colbert, professor da École de Hautes Études Commerciales de Montréal.

A entrevista, feita por Rita Curvelo, está publicada no livro "A Cor dos Media", da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, editado pela Quimera.

Ao ser questionado sobre quem é o consumidor da arte, François Colbert disse:

"Se tivermos em mente a arte erudita, são todos aqueles que tiveram altos níveis de educação ou instrução. (...) Quanto mais contemporâneo for o estilo de arte, mais formação terão os nossos consumidores (70% a 80% são licenciados). As mulheres são o nosso principal target, mas também depende muito do tipo de arte.

Na dança, por exemplo, talvez 70% a 75% do público seja feminino, nos concertos de músicas clássicas não há grandes distinções, no jazz temos mais homens na assistência, enquanto nos museus e teatros temos dois terços de mulheres como consumidoras.

Quanto a hábitos de leitura, temos mais mulheres a ler romances e mais homens a ler jornais. Relativamente ao sector cinematográfico, existem dois grandes segmentos: aquele que engloba pessoas entre os 15 e os 25 anos; e outro que reúne pessoas com idades superiores aos 25 anos.

No que toca à arte mais popular temos um público alvo mais vasto, falamos então da população em geral, independentemente do seu grau académico ou da sua origem geográfica ou social."

Obs: Temos que levar em conta que a lógica do marketing enxerga a arte como fator de consumo, sem romantismos ou grandes indagações. Portanto, não é intenção do post discutir o que é arte, mas sim, mostrar o tema sob um enfoque comercial.

segunda-feira, março 19, 2007

I Encontro Multimédia do ISMT

No próximo dia 28, acontece em Coimbra o I Encontro Multimédia do Instituto Superior Miguel Torga (ISMT). Estarão presentes diversos profissionais das várias áreas do Multimédia, que irão expor e debater idéias. Serão realizados três painéis com as seguintes temáticas: O Mercado do Multimédia; e-Conteúdos na Web 2.0; Desafios do Design para o Ecrã.

O evento conta também com um blog, que pode ser acessado aqui.




sexta-feira, março 16, 2007

Curta às sextas: Acorda!

Você vai conhecer hoje o trabalho do Cineclube Mate com Angu, que há 5 anos faz sucesso na periferia do Rio de Janeiro, direto da Baixada Fluminense. O filme é de Igor Barradas.

Link: Acorda

Sinopse: Uma insônia erótica e agoniante faz com que Dado decida pôr fim de uma vez por todas à sua inércia em relação ao que tem que ser dito e ao que tem que ser feito.A primeira ficção do cineclube Mate com Angu.

As rádios portuguesas na Internet

O engenheiro, professor universitário e investigador, Pedro Portela, concluiu há pouco sua dissertação de mestrado. Ele estudou o universo das rádios de Portugal na Internet e fez um cruzamento dos temas "rádio, Internet e cidadania". Chegou à conclusão que as rádios ainda não sabem explorar o potencial que o mundo em rede proporciona e os ouvintes também não utilizam as ferramentas de interatividade que o meio possibilita.

Em entrevista ao Comum Online, feita por Rita Araújo, Pedro Portela disse:

"30 por cento das rádios estão fora da Internet, ou seja, as rádios cuja actividade principal é hertziana não estão dignamente presentes na Internet e ignoram o potencial que isso lhes pode trazer. Julgo que isso acontece essencialmente porque ainda não perceberam as vantagens inerentes à Internet, estão ainda presas a modelos de negócio ligados apenas à antena hertziana.

Depois, mesmo as que estão presentes online, têm uma presença muito pouco activa. Ainda não foram capazes de compreender a abrangência que a Internet pode trazer à sua estação. De facto, há outras coisas para além de uma emissão sonora que podem servir para chegar não só a públicos mais vastos como a criar produtos de comunicação bem mais interessantes e participativos. Nesse aspecto, encontrei as rádios nacionais, que usam as ferramentas interactivas, embora apenas ao serviço de uma lógica de entretenimento (blogues, fóruns…).

Relativamente a rádios abertas à participação do cidadão comum encontrei muito pouco. Falo da participação do cidadão um pouco como um jornalista; o ciberjornalismo a partir da vivência quotidiana das pessoas. Digamos que aí poderemos estar ainda na pré-história daquilo que é o jornalismo participativo."

(Imagem: Info.Abril)

quinta-feira, março 15, 2007

O que é um podcast?

Retornei com as atividades na Universidade do Minho, onde leciono um módulo de Introdução à Radio e TV, com ênfase nos novos meios de comunicação que não operam na lógica dos veículos de massa. Na cadeira, tenho a oportunidade de trabalhar com podcasts e videocasts.

No último semestre a turma apresentou trabalhos muito bem acabados. Um dos que tiveram a melhor avaliação foi feito por Carolina Lapa e Victor Ferreira. Eles produziram uma reportagem sobre o que é um podcast. Confira: