quarta-feira, agosto 03, 2005

LAMPIÃO E MARIA BONITA


ARACAJU - Muitos colunistas e jornalistas buscaram o melhor do depoimento dos deputados federais Roberto-falta de decoro/aprendiz de tenor-Jefferson e do Zé-muy companheiro/nego tudo-Dirceu, para fazerem seus trabalhos. O que me chamou atenção foi a frase dita por Roberto Jefferson sobre seus sentimentos primitivos quando fala com o Zé. Que queria dizer com isso? Desejo de morte? Vingança? Alguma fantasia reprimida? Tema de alguma opereta? um código secreto dos que estão metidos até os cabelos - aqueles que ainda têm - no escândalo? Uff... até me cansei de tanto indagar. O tão esperado espetáculo foi o que eu considero conversa de bêbado com delegado. Uma futucadinha aqui... outra ali... de concreto mesmo nada. Uma coisa é certa, aqui em Sergipe: os nordestinos não perderam nenhum minuto da conversa. A siesta que é realizada em Estância foi mais longa. Na padaria teve até fila. Os homens davam passagem para as senhoras, no melhor estilo boa educação, para não perderem os questionamentos. Senti que desabrochava neles um sentimento primitivo. Me reportei aos tempos de Lampião e Maria Bonita. Quem sabe este sentimento possa ser aflorado nas próximas eleições? Se tudo der certo, e a justiça for feita, cabeças serão expostas, no sentido figurado, e não mais hão de permanecer nos cargos públicos, mas somente na memória do povo brasileiro. Memória que vai abominar tipos corruptos e mentirosos. Lampião, Maria Bonita e sua troupe passaram por Sergipe. E desde aqui, da terra de bravos guerreiros, faço minha postagem.
(Fotos: Roberto Jefferson: PTB; Zé Dirceu: Terra. Imagem Lampião: BrazilBrazil)

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