sexta-feira, julho 15, 2005

MARISA & DASLU

Toda sexta-feira é a mesma coisa. Boatos e notícias "ainda" sem confirmação sobre a crise política dominam as rodas de conversas nos gabinetes e bares de Brasília, como disse Paulo Mário Martins neste blog. Pelo menos nos últimos três fins de semana, o pessoal comenta que as revistas vão mostrar extratos de cartão corporativo da Presidência da República com despesas da primeira-dama Marisa Letícia em lojas de grife. O cartão corporativo é usado por um grupo restrito de funcionários nas compras "estratégicas" para o governo. O Palácio do Planalto não informa por questão de "segurança nacional" onde e como esses cartões são usados.
Quando os sites na internet divulgaram na manhã de quarta-feira a operação da Polícia Federal na Daslu, a loja dos ricos e famosos em São Paulo, os "analistas de plantão" avaliaram que agentes federais e procuradores tucanos queriam mesmo era descobrir o que Marisa Letícia comprou no templo da muamba de luxo. Era o elo que faltava para provar o envolvimento do presidente no esquema de corrupção revelado pelo deputado Roberto Jefferson (PRB-RJ). Imagina a mulher do presidente fazendo compras na Daslu? Se o tucanato provar que Marisa comprou para algum parente uma peça intima, dessas que cabem muitos dólares, vai ficar difícil para o presidente apresentar argumentos em defesa da mulher. Qualquer roupa na Daslu vale uma fortuna.
Os "analistas", no entanto, lembraram em seguida que a bela Sophia, filha do governador tucano Geraldo Alckmin, trabalha na Daslu. Logo, a oposição corria o risco de ver nas revistas do final de semana a revelação bombástica de que a primeira-dama fazia compras mesmo na Marisa, a loja homônima. Afinal, o povo aplaudiria o fato de a mulher do Lula também gostar de uma boa liqüidação.

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