sexta-feira, julho 15, 2005

É DE CHORAR

Foi comovente o choro do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) na solidariedade à dona da Daslu, Eliana Tranchesi, presa por suposto envolvimento num esquema de sonegação de impostos. No Senado, ACM e Jorge Bornhausen (PFL-SC) acusaram o governo petista de promover uma "luta de classes" – desde que saí do campus de Goiabeiras não ouvia esse termo. Também comovente foi a postura da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), que vai organizar um ato em defesa da empresária acusada de ser uma muambeira de luxo. Até articulistas da imprensa fizeram coro contra a prisão de Tranchesi. Muitos avaliam que a PF pretende desviar o foco da crise política que atinge o governo.
Até o momento não há provas de que a operação na Daslu tenha motivos políticos. Quem pediu à Justiça a apreensão de documentos na Daslu e a prisão de Tranchesi foi o Ministério Público Federal.
Vivemos no pior dos mundos. A polícia revela que uma loja sonega impostos, mas não deve prender a proprietária nem fazer apreensão de documentos, pois existe uma crise política no País. A Fiesp, a oposição e setores da mídia precisam esclarecer se, em tempos de turbulência, quem compra na Marisa ou na Vila Rubim também deve estar livre para fazer qualquer negócio.

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